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Nem toda mulher sonha em ser mãe e isso não é um problema. Mas hoje queremos falar com quem tem interesse por esse momento transformador. A gravidez é uma fase mágica na vida de quem escolhe ter filhos, mas, geralmente, é comum só ter olhos e pensamentos para o bebê que vai chegar, e se esquecer de algo muito importante: o planejamento familiar. O que é preciso considerar com a chegada de um bebê?

Segundo Annalisa Dal Zotto, planejadora financeira e sócia da Par Mais, a primeira coisa a ser analisada do ponto de vista financeiro é se a mulher tem um trabalho que é CLT, porque aí fica mais fácil. “Se ela for prestadora de serviço, dependendo do seu trabalho, é muito importante que tenha uma boa reserva de segurança. É preciso ver exatamente quanto gasta por mês e ter uma reserva que cubra alguns meses das despesas. Se for prestadora de serviço, convém fazer uma reserva para 7 ou 8 meses para ter bastante tranquilidade. No mínimo, 6 meses”, explica.

planejamento familiar
É importante fazer um planejamento familiar para engravidar (Foto: Xavier Mouton/Unsplash)

Já tem uma planilha de controle?

A especialista também lembra da importância de se fazer uma planilha de controle financeiro caso ainda não haja uma na família. Será que a planilha atual, sem os custos de um bebê, conta com um dinheiro de sobra no fim do mês? Também é importante avaliar se a mamãe vai bancar tudo sozinha ou se contará com o apoio do pai do bebê, pois isso pode fazer muita diferença nas contas.

“Se as despesas atuais já estiverem no limite, é preciso observar o que vai poder mudar, porque as contas aumentam bastante com a chegada de um bebê. O controle financeiro serve para mostrar quanto entra, quanto sai e para onde vai o dinheiro. Assim é possível conseguir entender porque está apertado, se está gastando muito com roupa ou com restaurante, ou se é o aluguel que é muito alto”, afirma Annalisa.

A planejadora financeira lembra que sempre é possível fazer adaptações no orçamento, como criar novos looks com as mesmas peças, levar mais marmita para o trabalho, mudar para um apartamento com condomínio mais em conta, e etc. “É muito importante fazer essa análise depois de lançar as despesas. Sempre dá para fazer trocas bacanas sem mudar o padrão de vida”, sugere.

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Coloque tudo na ponta do lápis e tenha mais clareza dos seus gastos (Foto: Brooke Lark/Unsplash)

Hora de fazer um planejamento familiar

Uma vez que receitas e despesas estejam na ponta do lápis e a mamãe, ou o casal, saibam exatamente se precisam enxugar gastos e onde, é hora de fazer um planejamento familiar e uma reflexão sobre a vida que se quer levar com o bebê. A planejadora explica que é preciso contar com imprevistos também. “Às vezes, a mãe não consegue amamentar, então terá uma despesa com leite artificial, além de gastos com fraldas, roupas, mamadeira e acessórios, plano de saúde, e etc. afinal, trata-se de mais uma pessoa.

Em alguns casos será preciso contratar alguém para ajudar a cuidar do recém-nascido, então é necessário avaliar quanto custa uma babá. Depois, será preciso pensar na mensalidade de uma creche ou escolinha. Ou seja, a planilha de controle financeiro mostrará como é o nosso padrão de vida hoje e no que a gente pode mexer pensando adiante.