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O feminismo é um movimento filosófico, político e social que ganhou muita força nos últimos anos e a internet tem bastante influência nisso. Você sabia que estamos na quarta onda do movimento? Conversamos com a Andrea Calvino, da Inclusiv((A)) Cultural, sobre esse projeto e o crescimento do posicionamento feminista.

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GRL POWER é a abreviação de “girl power”. Significa “poder feminino” em inglês. (Foto: Arièle Bonte/ Unsplash)

Feminismo cresceu nas redes sociais

Uma das características da quarta onda do movimento feminista é o uso da Internet e as redes sociais como plataforma de comunicação e de luta. Andrea Calvino conta como essa mudança tornou o feminismo mais acessível: “O acesso à informação e também a interatividade das redes criou possibilidades que antes eram impensáveis. Mulheres se unindo em todos os cantos do Brasil e do planeta para fortalecerem a si mesmas e umas às outras sempre foi uma característica do feminismo. Mas isso ganhou escalabilidade no mundo digital”, completa Andrea.

As hashtags tornaram-se uma forma de identificar as ações lideradas por essas mulheres, como a #VamosJuntas, #ChegadeFiuFiu, #DeixaElaTrabalhar, #MeuAmigoSecreto e #AgoraÉQueSãoElas são alguns exemplos. Mas, a exposição também tem os seus desafios, os ataques também acontecem no meio digital e os grupos de ação são hackeados. É comum saber de participantes que sofrem ameaças de pessoas que não concordam com o movimento.

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É comum mulheres serem interrompidas por um homem durante uma reunião. Isso é “manterruping”. (Foto: Samuel Zeller/Unsplash)

Termos feministas

Por ser um movimento mundial, algumas expressões populares do feminismo são mais conhecidas em inglês. Alguns exemplos:

Mansplaining é quando um homem explica para uma mulher algo que ela já sabe em tom de superioridade. O termo é a junção de “man” (homem em inglês) e “explaining” (explicando em inglês). Isso é muito comum quando uma mulher fala que gosta de esportes considerados masculinos.

Manterruping acontece toda vez que uma mulher é interrompida durante a sua fala, de maneira desnecessária, prejudicando a linha de raciocínio.

Gaslighting é a prática de fazer alguém duvidar da própria capacidade e do que a pessoa acredita ser real. Não é algo que acontece só com mulheres, porém é bem mais frequente. Frases como “você está louca”, “você está exagerando”, “você não aceita uma brincadeira” são típicas desse comportamento.

O estrangeirismo pode ser prejudicial e limitar o acesso ao movimento, por isso, coletivos brasileiros incentivam paralelismos e adaptações. O mais importante é que as pessoas tenham a consciência do quão prejudiciais são os atos como esses.

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Andrea Calvino foi convidada para palestrar num encontro do grupo #MulheresComAcesso. (Foto: Acervo)

Mulheres com Acesso

A Andrea Calvino já participou de um encontro do #MulheresComAcesso e ensinou mais sobre a quarta onda do feminismo, expressões do movimento e falou sobre como é o dia a dia. Ela ministra um curso de feminismo e produção digital pela Inclusiv((A)) Cultural.  “Quero empoderar jovens mulheres periféricas no mundo digital, de forma que elas possam se ajudar e ajudar umas às outras, tanto no que diz respeito ao feminismo, como no campo profissional, abrindo uma possibilidade de emprego e de carreira”, conta.

Projetos como esse fortalecem a representatividade e são uma forma de empoderamento feminino, assim como a iniciativa aqui da Acesso. “Uma mulher com acesso é capaz de seguir suas escolhas e não imposições. De poder trazer para si o protagonismo de suas próprias vidas”, finaliza Andrea.

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